Por Breno Nunes, PhD
Optei por focar no post dessa semana nas decisões individuais relacionadas a uma experiência internacional. Como disse Thomas Friedman, a grande diferença no mundo plano é que não somente países e empresas podem se globalizar mas também os indivíduos podem atuar e adquirir experiências pessoais e profissionais na arena global.
Sair de casa para ‘conhecer’ o mundo não é algo simples. É uma decisão que requer planejamento para maximisar os benefícios e diminuir os possíveis problemas. Considero que há quatro questões essenciais a serem avaliadas antes de embarcar numa aventura internacional.
1. Qual seu objetivo?
Em outras palavras, qual a sua motivação por trás da decisão de possuir uma experiência global? Em termos gerais, as pessoas que conheci tendo sucesso* fora do Brasil foram pessoas que sabiam bem o que queriam lá fora. Presenciei e escutei várias estórias de estudo e trabalho no exterior, sem motivação, muitos dos viajantes acabaram por ter experiências negativas. A motivação e os objetivos são primordiais pois apontam o caminho para outras importantes questões relacionadas à experiência global. Os objetivos são diversos: aprender uma nova língua, adquirir experiência de trabalho internacional, conhecer novas culturas, desenvolver habilidades, praticar esportes, buscar divertir-se, etc. Na maioria das vezes é normal ter múltiplos objetivos; contudo, é preciso saber qual é a maior prioridade.
* A fim de evitar outras interpretações, sucesso significa ‘resultado desejado ou positivo’ (dicionário de Cambridge)
2. Para onde ir?
Uma vez que você definiu bem as suas razões, que localidades podem te servir para atingir seus objetivos? Tente levantar pelo menos 3 localidades pois dificilmente haverá apenas um lugar para você ir. Por exemplo, há pelo menos 7 países onde você pode estudar inglês. Não há porque se fechar para apenas uma ou duas opções. Abra o leque e avalie as localidades que melhor oferecem opções de aprendizado (onde tiver o menor número de brasileiros de preferência para falar português o mínimo possível :-). A escolha do local precisa estar bem alinhada ao objetivo maior.
3. Por quanto tempo você está disposto(a) a ficar longe?
Conhecendo seus objetivos e o perfil do país (e cidade) para onde você vai, é bom começar a definir tempo. O tempo que você vai ficar pode afetar na qualidade da sua experiência, e dos resultados atingidos. Se for sair para estudar ou para viajar, quanto mais longa obviamente sua experiência vai ser mais cara. Se for a trabalho, o resultado já pode ser o oposto. Ficar por pouco tempo pode te trazer uma pequena recompensa financeira, ou mesmo, um baixo valor profissional.
4. Quais são os principais requisitos para alcançar os seus objetivos no tempo e localidades estabelecidos?
Desde as coisas mais simples como necessidade e facilidade de visto às mais complexas como conhecimento do comportamento e regras culturais locais, é preciso estar atento(a). Se as finanças estã apertadas e você quer estudar fora, talvez seja melhor escolher um local onde você possa estudar e trabalhar. Se você sair do Brasil para trabalhar fora, é vital que você conheça as regras de emprego e busque informações das suas limitações enquanto imigrante. Além do choque cultural no ambiente de trabalho e desconhecimento das regras de promoção, oportunidades de desenvolvimento podem ser afetadas pela sua condição legal no país.
Obviamente, é impossível saber ‘tudo’ e ter 100% certeza sobre seus objetivos, tempo necessário, ou questões culturais para onde se vai. Mas hoje, mas do que nunca, é possível coletar as informações básicas que irão fazer a diferença entre uma experiência bacana ou desastrosa no exterior.
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